IDÉIAS FUGIDIAS
Na grande
maioria das vezes tento parar de pensar, de sentir, somente para ouvir o vento
passar. E na sua passagem escuto sua voz e seus ensinamentos sempre me levam
para caminhos muito distantes daqueles que o pensamento gostaria que eu fosse. Devaneios?
Talvez!
E desses
devaneios me ficam impregnada energia em excesso. Faz se, então, necessário
descarregar essa energia de dentro de mim. E como faço? Escrevo! Escrevo,
gravo, pinto, desenho, medito para extrair mais ainda essa energia que vem com
o vento, com o amanhecer, com o sol e com a chuva.
As letras
vão se juntando e formando palavras que expressam o que sinto, o que penso, e
as idéias tomam forma de letras, de palavras, de frases... chegando a uma junção,
nem sempre graciosa, nem sempre inteligível, muitas vezes fragmentada de mim.
As idéias
fogem de minha cabeça, descem pelos braços e obrigam os dedos a teclarem até se
formatarem conjutamente com o branco da tela, sobressaindo-se da pureza
imaculada, deixando seus sinais gráficos que serãm entendidos por outros, nem
sempre apreciados, nem sempre compactos, nem sempre claros, nem sempre despresados,
nem sempre velhos.
Se tudo
já foi dito, as formas de dizer se multiplicam.
Nem tudo
foi lido.
Nem tudo
foi entendido.
E neste
momento, novamente a tentativa se manifesta em forma de palavras para o
entendimento e interatividade das almas e sentimentos.
Assim,
são as idéias fugidias: aquelas que não conseguem permanecer guardadas na
mente, que nascem para se expressarem, para se expandirem.
Voem para
bem longe de mim! Apesar de saber que nunca as esquecerei!
Viena, 26.4.2015
Wagner, F-M
Wagner, F-M

Devaneios? Sim... mas o que seria de nós sem os devaneios? São eles que nos mostram o quanto a vida é bela e merece ser vivida intensamente.
ResponderExcluirTambém tenho meus devaneios, mas não tenho este dom de transformar pensamentos em palavras.