domingo, 26 de abril de 2015

Ideias Fugidias






IDÉIAS FUGIDIAS


Na grande maioria das vezes tento parar de pensar, de sentir, somente para ouvir o vento passar. E na sua passagem escuto sua voz e seus ensinamentos sempre me levam para caminhos muito distantes daqueles que o pensamento gostaria que eu fosse. Devaneios? Talvez!

E desses devaneios me ficam impregnada energia em excesso. Faz se, então, necessário descarregar essa energia de dentro de mim. E como faço? Escrevo! Escrevo, gravo, pinto, desenho, medito para extrair mais ainda essa energia que vem com o vento, com o amanhecer, com o sol e com a chuva.

As letras vão se juntando e formando palavras que expressam o que sinto, o que penso, e as idéias tomam forma de letras, de palavras, de frases... chegando a uma junção, nem sempre graciosa, nem sempre inteligível, muitas vezes fragmentada de mim.

As idéias fogem de minha cabeça, descem pelos braços e obrigam os dedos a teclarem até se formatarem conjutamente com o branco da tela, sobressaindo-se da pureza imaculada, deixando seus sinais gráficos que serãm entendidos por outros, nem sempre apreciados, nem sempre compactos, nem sempre claros, nem sempre despresados, nem sempre velhos.

Se tudo já foi dito, as formas de dizer se multiplicam.

Nem tudo foi lido.

Nem tudo foi entendido.

E neste momento, novamente a tentativa se manifesta em forma de palavras para o entendimento e interatividade das almas e sentimentos.

Assim, são as idéias fugidias: aquelas que não conseguem permanecer guardadas na mente, que nascem para se expressarem, para se expandirem.

Voem para bem longe de mim! Apesar de saber que nunca as esquecerei!


Viena, 26.4.2015
Wagner, F-M

Um comentário:

  1. Devaneios? Sim... mas o que seria de nós sem os devaneios? São eles que nos mostram o quanto a vida é bela e merece ser vivida intensamente.
    Também tenho meus devaneios, mas não tenho este dom de transformar pensamentos em palavras.

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