segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

O que eu não gostava no Brasil - 1.parte



O QUE EU NÃO GOSTAVA NO BRASIL – I


Hoje é 22 de fevereiro de 2016, e eu estou aqui lembrando de um Brasil que deixei há exatamente oito anos atras.

Talvez ate mesmo para amenizar a saudade que sinto de minha terra natal, quero falar sobre o que me incomodava; pois se eu for discorrer sobre o que eu gostava, vai doer tanto que vou acabar chorando de novo.

A primeira coisa que me vem a cabeça, e que me incomodava demais, nunca achei justo: o jeitinho brasileiro.

Não é bem aquele jeitinho de que tudo tem um jeito, de um povo criativo, de muita coragem e esperança, cheio de crença em algo superior... é aquele outro... o outro... aquele que pensa de pode tudo. Porque do primeiro, sempre tive muito orgulho dele fazer parte do carater no meu povo.

O que me dava raiva e ate despreso, ainda da, é o jeitinho brasileiro de fazer tudo para alguns, amigos e conhecidos, passando ate mesmo por cima das normas. Sempre me incomodou, por que era sempre usado o QI e o QE, ou seja, QUEM INDICA E QUEM EMPURRA!

É legal quando se esta precisando de uma ajuda. O brasileiro ajuda, não interessa a lei para ele, isso a grande maioria, se for um amigo, se foi indicado por um amigo, se tiver um conhecido do pai, da familia, ou ate mesmo se for aquele vizinho legal que sempre te convida para o aniversario do filho dele. Então vai receber ajuda, passando na frente daquele outro ilustre desconhecido, que deve ter perdido muito tempo esperando ate a porta do orgão abrir, esta em pe esperando ser atendido, e não tem nenhum “amigo” por ali.

O brasileiro é um povo de comunidade mesmo, o brasileiro adora fazer favor pros outros, principalmente para aqueles que o poderam retribuir esse favor em algum momento de futura necessidade.

Não sei se isso é certo ou errado!

Eu sei que para quem é beneficiado é bom demais, contudo para aquele outro que foi preterido... isso é muito ruim.

Não quero julgar o certo ou errado, apenas relatando o que me incomodava, isso há ate oito anos atras, pois nem sei se as coisas continuam do mesmo jeito por la.

Outra coisa que me incomodava, que eu não gostava mesmo, que me deixava com muita raiva, era o jeitinho brasileiro de trabalhar.

Por exemplo: dez pessoas estão no mesmo trabalho, no mesmo escritorio, e enquanto um trabalha os outros nove fingem que trabalham, ou simplesmente não o fazem. E aquele que trabalha ainda é denominado pelos outros nove de besta, puxa-saco, coxinha, etc... Recebe dos colegas muitos conselhos como: “Larga de ser besta, baba ovo do patrão (chefe), para que tu esta fazendo assim. Ta so enriquecendo o patrão... etc...” isso acontece principalmente no serviço publico onde o servidor tem certeza absoluta que não sera colocado para fora do trabalho: aquela garantia e estabilidade adquirida que tambem passei a discordar quando vi como era encarada pela grande maioria.

Ouvi muitas vezes: “Eu não vou fazer isso( qualquer coisa que necessitasse um pouco mais de esforço do que tomar cafe, fumar, ou falar mal da vida alheia) por que não vou ganhar mais por isso. Eu não ganho por produção.”

Outras vezes: “Eu não sou escravo!”

Ou ainda: “Transfere para o Fulano, ele gosta de agradar o patrão.”

Pocha vida, ja se ganha o salario para isso, não é verdade?

Outro problema chama-se: chefias. Aqueles cargos com uma comissão que aumenta um pouco o salario, mas aumenta e muito o “status”, o que eu chamo de Ego.

Não vão pensando que é a capacidade de trabalho do candidato que vale. Aqui o peso pesado para a indicação é QI e QE; o QI normalmente é um politico, e o QE o nome da familia, normalmente tradicional e com força politica, que conta.

Eu não sei se ja ultrapassamos a epoca da colonia, do imperio... quando eu sai de la, ainda se pensava do mesmo jeito... e o coronelismo no nordeste ainda era uma das forma mais famigeradas de poder... de detenção do poder. A geração muda, o sobrenome nunca.

A corte tradicional mantem a ferro e fogo, com unhas e dentes, as prefeituras municipais, os cargos de chefias de hospitais, cartorios e isso sem entrar no merido dos sobrenomes dos juizes e promotores... quase todos oriundos de familias conhecidamente “juridicas”. E tambem com alguma vinculação com aquelas familias “tradidiconais”. Não existe lugar mais “tradicional” que o judiciario. Nem vou falar em governadores ... etc...

O unico “da Silva” que vi chegar ao cargo maior do Poder Executivo do pais, hoje é esculachado por uma maioria hipocrita que nunca pegou um livro de historia para ler... tambem nem deve precisar disso, pois devem ser possuidores do QI e do QE, ou totalmente desprovidos dos verdadeiros indices de QUOEFICIENTE DE INTELIGENCIA ou EMOCIONAL. Antigamente descrito pela psiquiatria como idiotas ou imbecis.

São tantos itens, que vou deixar para falar de outros depois, nas postagens seguintes.

Lembrando que ninguem me disse o que escrevi. Eu vivenciei, eu vi, eu observei, durante os quarenta e oito anos que vivi na minha patria amada Brasil.

E chamo Brasil, deixando de especificar o local ou locais exatos que vivi, por que a saudade é maior que o territorio do meu pais. Em contrapartida, as decepções são quase do tamanho desse.

Ficando por aqui.

Espero que as coisas tenham mudado... para melhor!

Paz no coração e Luz no caminho de todos voces que chegaram ate aqui na leitura.


Viena, 22.02.16
FWagner




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