Não sou
escritor.
Sou livre
pensador.
Sou historiador
dos meus sentimentos.
Não sou
escritor.
Até mesmo por
que não se inicia um texto com uma negação.
Escrevo por
prazer, escrevo para lembrar, escrevo para ler.
Livre pensador,
discorro sobre minhas dúvidas;
Aflito, busco
retirar das entranhas a solução.
Sentido,
registro para nunca mais repetir.
Analiso para
entender;
Deixo de lado,
para esquecer.
Não sou
escritor.
Leio o que
escrevo depois de anos e me pergunto:
Onde estava eu com o coração?
Atormentado,
acalmo com as letras o pensamento,
Depois embaralho
as letras, no papel rasgado.
Va-se ao lixo,
ó imundice de mim mesmo!
Assim mais uma
vez se fez
O milagre da
purificação!
Wagner, F-M
Viena, 14.03.16

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