Às margens do rio
Sento-me às tuas margens
E observo a tranqüilidade das águas
A banhar te o leito.
Deixo-me levar pela corretenza,
Soltando os pensamentos
Que embarcam nessa viagem serena
Rumo ao grande mar do esquecimento.
Retenho apenas as lembranças,
Daqueles momentos onde o amor reinou.
Resguardo a paisagem da Paz;
Inundo minh’alma com a Luz.
Permaneço às margens do Grande Rio.
Banho-me na imensidão sagrada
De seu movimento,
Sempre indo... indo... indo...
Sem se deter nem um momento,
No transportar do tempo.
Francy Wagner
Viena– 3.6.2015
Foto: Andrea Petcu ( oceanflower 1)

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